7 ideias para se preparar financeiramente para a chegada do primeiro filho

Se aguarda a chegada do seu primeiro filho, deve preparar-se para as alterações financeiras que acontecerão na sua vida. Para ajudar a planear esta fase tão importante, sugerimos estas sete ideias.
Artigo atualizado a 08-05-2022

A chegada do primeiro filho é um momento único e que representa uma alteração profunda na vida de um casal: a vida será diferente após ser mãe ou pai. O mais importante é que a felicidade irá aumentará. Mas não só. As preocupações e a responsabilidade também crescem. Sobretudo as financeiras. Por isso, o melhor que tem a fazer é planear da melhor forma o que for possível, preparando-se sem sobressaltos no que à sua carteira diz respeito.

Após o nascimento do seu filho, terá menos tempo para se dedicar às tarefas financeiras. Assim, comece desde já a analisar as tarefas e decisões que tem pela frente. Nunca é cedo demais para começar. Se o seu filho já vem a caminho ou está prestes a nascer, também não é tarde. Ainda vai a tempo de se preparar da melhor forma. Comece por ler as dicas que lhe apresentamos e usufrua dos momentos que se aproximam com maior tranquilidade. Porque se ter um filho é sinónimo de muitos momentos de alegria e amor, assegurar a componente financeira da melhor forma aumenta a probabilidade de desfrutar em pleno destes sentimentos.

1. Faça o seu orçamento

Fazer um bom planeamento é a chave para evitar (ou pelo menos reduzir) os sobressaltos financeiros nos próximos tempos. Se até aqui pensava apenas nos seus gastos e geria os rendimentos numa lógica de curto prazo, de ora em diante as preocupações serão diferentes. O custo de vida vai aumentar e terá gastos inesperados que terá que acomodar.

Por isso, comece por elaborar um orçamento familiar. Coloque as previsões de rendimentos de um lado e as de gastos de outro. É importante que divida as despesas em várias tipologias: as essenciais e fixas (alimentação, habitação, água, luz, gás, transportes) e as variáveis (vestuário, restaurantes, viagens, entretenimento).

Primeiro filho: aumentam as despesas essenciais

Nas despesas essenciais não se esqueça de incluir os gastos que vai ter com o seu filho. Nesta altura pode ser difícil quantificá-las, mas é importante que atribua um valor a itens básicos como fraldas, pomadas e cremes, artigos de puericultura, roupa de bebé, medicamentos, entre outros. Mais à frente pode sempre ajustar.

Pense também nas alterações que poderá ser obrigado a fazer com o aumento do agregado familiar. Tem de mudar de casa antes do nascimento do seu filho ou algum tempo depois? É imperativo comprar um automóvel? São decisões que pode não ter de tomar já, mas é bom que as planeie e as inclua no seu orçamento.

No que respeita a rendimentos não se esqueça de contabilizar os subsídios à parentalidade, as alterações nos seus impostos com a chegada de um dependente e as possíveis mudanças nos salários. Investigue também se a sua empresa atribui algum tipo de benefício para os filhos dos colaboradores. No que às finanças se refere, nem tudo são más notícias com a chegada de um filho. As despesas podem aumentar, mas os rendimentos também. Há alguns apoios públicos à parentalidade. E outros benefícios, como os direitos no regresso ao trabalho.

Agora, é fazer as contas

Definidas todas as parcelas do seu orçamento, é momento de fazer as contas e perceber se tem de cortar despesas, por um lado, ou se tem uma folga financeira que lhe permite colocar de parte uma fatia relevante dos rendimentos familiares, por outro (existem várias apps que podem ajudar nesta tarefa). Tenha em conta que o seu orçamento deve estar em constante atualização, necessitando de ajustes recorrentes assim que obtenha novas informações sobre as despesas e rendimentos que vai ter. O objetivo é que seja o mais próximo da realidade possível e o ajude a tomar as decisões mais acertadas.

2. Comece já a poupar para o primeiro filho

Um bom orçamento é essencial para a próxima ideia que temos para si. A recomendação de poupar serve para todas as idades e fases da vida. É essencial para usufruir de uma vida tranquila. Mais ainda se aumentar a família faz parte dos seus planos. Se o seu orçamento aponta para um défice, a melhor alternativa passa por reduzir as despesas. Como já as separou no seu orçamento, será mais fácil identificar onde poderá cortar mais facilmente sem alterar substancialmente o seu modo de vida. Aumentar os rendimentos também é uma solução. Mas se está a pensar ter um filho, não será aconselhável atingir esse objetivo penalizando a sua disponibilidade para a família.

Tendo já em conta as despesas regulares que estima vir a ter com o seu primeiro filho, deve apontar para um objetivo de reservar 20% dos seus rendimentos todos os meses. Com o orçamento equilibrado, tem de decidir como aplicar as suas poupanças. Manter o dinheiro à ordem no banco não deve ser opção, pois assim perderá poder de compra. Para determinar como vai aplicar as suas poupanças, defina primeiro os seus objetivos, que devem ser de curto e longo prazos.

Cultive hoje, semeie amanhã

Se está ainda a alguma distância temporal do nascimento do seu primeiro filho, poupe para fazer face às despesas extra que vai ter nessa altura. Neste caso, escolha uma solução de baixo risco e elevada liquidez. Mas não deixe de pensar no longo prazo, optando também por aplicar as poupanças em produtos de risco moderado e, como tal, com potencial de retorno mais elevado. Os fundos de investimento são sempre uma boa opção, pois permitem adequar o investimento ao seu perfil de risco e podem ser resgatados se necessário.

Nunca esquecendo a importância de ter um fundo de emergência, esta poupança pode ser feita a pensar na educação do seu filho, nas obras em casa ou outras opções que queira tomar para melhorar a vida familiar no futuro. Pense também em si quando planeia o destino das suas poupanças. Nunca é cedo para planear a reforma, mas também pode aforrar a pensar noutros projetos de vida. Importante é que reflita de forma global, tendo sempre em mente a necessidade de poupar e o destino que pretende dar à poupança ao longo da vida.

3. Faça um bom seguro saúde para a família

As despesas relacionadas com a saúde vão certamente aumentar, mesmo antes do nascimento do bebé. Faça um bom seguro de saúde para toda a família ou, se já tem um, relembre as condições e tenha atenção aos períodos de carência e aos valores de comparticipação. É importante que o seguro abranja consultas de obstetrícia, despesas relacionadas com o parto e pediatria. Consultas, exames, ecografias vão representar um custo adicional, pelo que se optar pelos hospitais e médicos privados, e tiver um seguro com uma boa cobertura, vai certamente conseguir poupar. Se está a pensar ter um filho, trate do seguro de saúde o quanto antes e avalie com rigor todas as condições e possibilidade de juntar o novo membro da família quando nascer. Veja as opções e compare com o que existe na concorrência antes de selecionar o melhor para si.

Tome nota

Os associados Montepio usufruem de uma solução de saúde gratuita, sem limite de idade, de utilização, período de carência ou exclusão por doenças pré-existentes. Boas notícias, não lhe parece? Ao fazer a admissão do seu filho na Associação Montepio, estará não só a pensar na sua estabilidade financeira a médio e longo prazos mas também a torná-lo elegível para o Plano Montepio Saúde, com benefícios vantajosos em partos, consultas, exames, análises e tratamentos, entre outros.

4. Não se esqueça do seguro de vida

Pode parecer estranho e até sinistro, mas enquanto planeia uma nova vida que deve pensar nos percalços, como os acidentes ou as doenças. As suas responsabilidades vão aumentar com o nascimento de um filho e vai deixar de pensar apenas em si.

Pondere seriamente fazer um bom seguro de vida, sobretudo se tiver empréstimos à habitação ou para outros fins. Estará a garantir que a sua família manterá o nível de vida se algo inesperado acontecer. Assegurar, por exemplo, que não serão confrontados com dívidas. Também aqui tem de avaliar com cautela as condições das diferentes tipologias de seguros de vida que as instituições financeiras têm à disposição. Avalie os seus rendimentos e selecione a melhor opção para si. É um esforço que vale a pena. Se o fizer já, terá menos uma preocupação quando a sua família crescer.

Proteção Mutualista Assegura a Vida

Assegurar a vida para além da vida é o mote desta solução disponível na Associação Montepio. Mais do que uma modalidade que pode subscrever, esta é uma certeza de tranquilidade, estabilidade e futuro para a sua família.

A Proteção Mutualista Assegura a Vida protege o futuro financeiro da sua família em caso de morte ou invalidez do subscritor. Nestes casos, a família recebe um capital previamente definido (Plano CS) ou assegura o pagamento de créditos contratados (CC).

E se subscrever esta solução com a sua cara-metade, ou outra pessoa, as vantagens são ainda maiores. As subscrições com mais que um Associado beneficiam de 50% de desconto na quota de valor mais reduzido.

5. Prepare a educação do seu filho

Este é outro dos fatores que deve começar a tratar mesmo antes do nascimento do primeiro filho. Acredite que não é cedo demais, sobretudo se viver numa zona com escassa oferta de educação pública. Analise que educação pretende para o seu filho e quem vai cuidar dele após o término da licença parental. Pretende uma creche ou equaciona contratar uma ama? Os custos são diferentes, sendo certo que vão ter um peso importante no seu orçamento familiar. Quanto mais cedo souber o preço a pagar melhor, por isso pesquise as opções que tem disponíveis e inteire-se dos custos de cada alternativa.

Se vive numa zona urbana de grande densidade populacional, é também importante que visite as creches e escolas da sua área geográfica para avaliar as melhores alternativas. Consulte recomendações e defina, assim que possível, a melhor hipótese, garantindo que haverá vaga para o seu filho e sabendo com que custos pode contar. É mais uma preocupação que fica para trás das costas.

Mas não se cinja à solução para os primeiros anos de vida. Estude desde já as soluções (públicas ou privadas) a partir do Jardim de Infância (3 anos) e os respetivos custos. Ter tudo planeado, mesmo que não se concretize no futuro, é importante para ter uma vida mais tranquila.

6. Não se precipite e equacione comprar em segunda mão

O primeiro instinto passa por comprar topo o tipo de produtos para o seu bebé, mesmo sem saber o sexo e se realmente serão necessários. Resista. Não se precipite. Se até aqui lhe sugerimos partir para a ação o mais rápido possível, neste caso deve aguardar. Nada impede que analise o que gostaria de ter e os respetivos preços, mas compare as melhores alternativas.

E fique por aí, pelo menos até ao nascimento. Primeiro porque é provável que lhe ofereçam muitos presentes nessa altura. Depois, porque parte das sugestões com que as empresas lhe acenam como sendo indispensáveis na realidade são inúteis ou, eventualmente, de necessidade duvidosa. Há também uma série de artigos que vão ter muito pouca utilidade, pelo que pondere se valerá a pena gastar somas avultadas na sua aquisição.

Segunda mão, mas com qualidade

Uma forma de reduzir a fatura consideravelmente passa pela aquisição de bens em segunda mão. Existem várias plataformas às quais pode recorrer (como o OLX e outras mais especializadas), onde facilmente encontrará berços, cadeiras de bebé, carrinhos e outros artigos seminovos que servem perfeitamente para a utilização que lhes vai dar. Muitas vezes por metade do preço. Uma opção mais económica passa por pedir emprestado a amigos e familiares que já não necessitem destes artigos.

No que ao vestuário diz respeito, é natural que prefira comprar novo, mas tenha atenção à quantidade. Não exagere. Vai ficar surpreendido com a velocidade com que o seu bebé vai crescer e a quantidade de roupa que rapidamente vai deixar de lhe servir. Os produtos do dia a dia, como higiene e fraldas, também vão pesar no seu orçamento. Fique atento às promoções muito frequentes e agressivas neste tipo de produtos, porque podem representar poupanças relevantes.

7. Investimento de longo prazo para o seu filho

Já lhe sugerimos que reforce os hábitos de poupança e aplique o dinheiro que consegue guardar todos os meses. Mas, se tiver disponibilidade, pense também numa aplicação de longo prazo em nome do seu filho. Pode servir para uma série de fins, como pagar o curso universitário, uma viagem de sonho quando atingir a maioridade, ou até comprar um bem mais dispendioso quando entrar na vida adulta, como um automóvel ou uma casa.

A vantagem de fazer agora uma aplicação para um prazo tão longo é que pode assumir riscos mais elevados, o que potencia um retorno superior. Por outro lado, capitaliza o seu pecúlio ao longo de mais de 10 anos. As instituições financeiras têm diversas opções de investimento específicas para este fim. Analise, compare diferentes soluções e escolha a melhor opção para si.

Tome nota

Pense nestas dicas que lhe deixamos como um guia em constante atualização (sobretudo o orçamento) e que servirá, sobretudo, para que tenha um maior controlo sobre as suas finanças de modo a retirar o máximo partido daquele que será um dos ou o mais importante momento da sua vida. Planear é a chave.

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