Dias de calor: saiba como proteger crianças, adultos e idosos

Crianças e idosos são os mais vulneráveis ao calor, mas uma subida acentuada das temperaturas atinge pessoas de todas as faixas etárias.
Artigo atualizado a 19-08-2022

Manter-se protegido do calor sempre foi uma das prioridades dos cidadãos durante o verão. Desde a década de 1990, porém, esta necessidade tem-se tornado mais premente, com o aumento das temperaturas um pouco por todo o mundo, devido ao impacto das alterações climáticas no planeta.

Em Portugal, um dos piores impactos das alterações climáticas são mesmo as ondas de calor, mais regulares e duradouras hoje do que nas últimas décadas.

Ondas de calor: o que são?

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, considera-se que ocorre uma onda de calor quando, num intervalo de pelo menos seis dias consecutivos, a temperatura máxima é superior em 5ºC ao valor médio diário do período de referência.

As ondas de calor podem acontecer em qualquer altura do ano, mas o seu impacto é mais sentido quando ocorrem nos meses de verão (junho, julho e agosto). Numa perspetiva histórica, aliás, junho é o mês de verão em que as ondas de calor ocorrem com maior frequência em Portugal.

Quais os principais problemas associados ao calor?

A exposição extrema ao calor, especialmente durante vários dias, pode obrigar a cuidados médicos de emergência. Entre as complicações mais graves para a saúde encontram-se:

  • Desidratação grave;
  • Cãibras;
  • Agravamento de doenças crónicas;
  • Esgotamento;
  • Insolação;
  • Morte.

De acordo com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), a reação de cada pessoa à temperatura e os seus efeitos na saúde são diferentes. Assim, os efeitos do calor podem variar do ligeiro rubor ao edema, mas também ter consequências mais graves, como a síncope, a exaustão e o golpe de calor.

Que precauções deve tomar nos dias mais quentes?

Quando os dias atingem temperaturas extremas, prevenir problemas de saúde é sempre a melhor solução. De acordo com a Direção-Geral de Saúde, existem várias medidas que ajudam pessoas de todas as idades, sexos e situações clínicas a protegerem-se. Deste modo, deverá:

  • Procurar ambientes frescos e arejados. Se estiver no exterior, mantenha-se à sombra;
  • Beber água ou sumos naturais com regularidade, mesmo que não tenha sede;
  • Evitar o consumo de bebidas quentes, alcoólicas, gaseificadas, com cafeína ou ricas em açúcar;
  • Evitar a exposição direta ao sol nas horas de maior calor, nomeadamente entre as 11h e as 17h;
  • Aplicar protetor solar com fator 30 ou superior de 2 em 2 horas;
  • Usar roupas leves, soltas e de cor clara, preferencialmente de algodão, e utilizar chapéu e óculos de sol;
  • Evitar atividades que exijam grandes esforços físicos, como desporto ou atividades de lazer no exterior;
  • Não permanecer no interior de viaturas estacionadas ao sol;
  • Fazer refeições leves e comer mais vezes ao dia.

Quem é mais vulnerável ao calor?

Segundo a DGS, algumas pessoas são mais vulneráveis aos efeitos do calor intenso e exigem medidas específicas para estarem protegidas. Falamos de:

  • Bebés e crianças;
  • Pessoas com mais de 65 anos;
  • Portadores de doenças crónicas;
  • Pessoas que desenvolvem atividades no exterior e estão regularmente expostas ao sol e ao calor;
  • Praticantes de atividades físicas;
  • Pessoas isoladas;
  • Pessoas com carências económicas e sociais.

Que cuidados devemos ter com os bebés?

Além de serem especialmente vulneráveis aos efeitos do sol e do calor, os bebés e as crianças mais jovens dependem dos adultos para se manterem hidratados e em segurança. Se é pai, avô ou tutor de um bebé ou criança, deverá:

  • Aplicar-lhe protetor solar antes de sair de casa;
  • Evitar a exposição solar, sobretudo entre as 11h e as 17h;
  • Hidratá-lo com mais frequência que o habitual;
  • Vesti-lo com roupas leves e soltas, de preferência de cor clara. Ao ar livre, não se esqueça do chapéu;

Em dias de muito calor, deve contactar o SNS 24 (808 24 24 24) ou procurar assistência médica imediata sempre que identifique os seguintes sinais no bebé ou criança:

  • Suores intensos;
  • Fraqueza;
  • Pele fria, pegajosa e pálida;
  • Pulsação acelerada ou fraca;
  • Vómitos ou náuseas;
  • Desmaio;
  • Diarreia;
  • Febre.

Outros conselhos para lidar com o calor

Se o senso comum nos diz que beber água ao longo do dia é uma das melhores formas de combater o calor, há outras pequenas dicas que podem ajudá-lo a manter o seu corpo na temperatura saudável e ideal.

Nos meses de verão, deve manter-se informado relativamente às condições climatéricas do local onde vive – ou onde está num determinado momento -, de modo a poder adotar os cuidados necessários.
Por exemplo, permanecer num ambiente fresco, se possível com ar condicionado. Se tal for impossível em sua casa, procure um espaço comercial ou shopping para passar algumas horas. Estes são geralmente locais frescos e abertos a toda a população.

Vestir roupas simples, como uma t-shirt e calções, é outra das dicas que deve ter em conta nos dias de maior calor. Evite sair de casa sem óculos de sol e chapéu – por exemplo, com abas largas, para afastar o sol do seu rosto. Lembre-se, ainda, de hidratar a pele regularmente.

Se a temperatura não descer durante a noite, opte por usar menos roupa na cama. Esta dica é especialmente importante para pessoas com fraca mobilidade ou que se encontrem acamadas.

Fique contactável

Os maiores de 65 anos ou as pessoas com doenças crónicas devem ter à mão o contacto de um familiar, amigo ou vizinho, para o caso se sentirem mal. E se estiverem, por exemplo, com um plano especial de dieta – com pouco sal ou com restrição de líquidos, entre outras – deverão contactar o seu médico para obter informação mais detalhada sobre os prós e contras desta alimentação durante os dias de calor.

Tome nota

Se está a trabalhar no exterior, assegure-se de que tem um colega por perto, uma vez que, em situações de calor extremo, poderá ficar confuso ou perder a consciência. Evite, ainda, estar em zonas onde, tradicionalmente, existem níveis elevados de poluição. Isto porque as temperaturas altas estão associadas à poluição atmosférica, em especial através do ozono ao nível do solo.

Proteja-se do calor com os parceiros Montepio

Com uma extensa panóplia de parceiros na área de saúde e bem-estar, a Associação Montepio tem propostas de valor para os associados que querem o melhor dos dois mundos: ter uma vida saudável e poupar em soluções de saúde.

Todos os associados Montepio têm acesso ao Plano Montepio Saúde, uma solução gratuita de utilização imediata, sem limites de idade, período de carência ou exclusão por doenças pré-existentes. Este plano não tem custos de adesão ou permanência, podendo o Associado usufruir de milhares de descontos em consultas em todas as especialidades médicas, incluindo dermatologia, cirurgias, tratamentos ou outros atos médicos. CUF, Grupo HPA Saúde, União das Misericórdias Portuguesas e Laboratórios Germano de Sousa são alguns dos principais parceiros do Plano Montepio Saúde.

Paralelamente, os associados Montepio têm ao seu dispor uma série de benefícios em parceiros ligados à saúde, distribuídos por todo o território português: farmácias, oculistas, nutricionistas, centros de enfermagem e de estética.

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