Coração: quando deve consultar um cardiologista

Nem sempre os sinais de que um órgão está em desequilíbrio são simples de decifrar. É o que acontece com as doenças cardiovasculares, muitas vezes detetáveis através de sintomas que surgem longe do coração. Saiba em que situações deve consultar um cardiologista.
Artigo atualizado a 10-10-2022

Uma alimentação cuidada aliada a um estilo de vida saudável e à prática regular de exercício físico deverão ser suficientes para ter um coração de ferro. Ao mesmo tempo, a vigilância do estado geral de saúde, através da realização de exames de rotina e de visitas regulares ao médico, ajuda a prevenir doenças.

Mas nem a ciência é linear nem os estilos de vida atuais permitem ter uma saúde inderrubável. As patologias cardiovasculares são, há muitos anos, a principal causa de morte em todo o mundo, pelo que é preciso conhecer os principais fatores de risco, estar atento aos sinais dados pelo coração e saber quando deve consultar um cardiologista.

Quais são as principais doenças do coração?

As doenças cardiovasculares são apontadas como as principais causas de morte, representando mais de 30% das mortes de todo o mundo. As principais patologias associadas ao coração e aos vasos sanguíneos são:

  • Doença coronária, que atinge os vasos sanguíneos que fornecem o coração;
  • Doenças cerebrovasculares, que atingem os vasos sanguíneos que comunicam com o cérebro;
  • Doença arterial periférica, que atinge os vasos sanguíneos que abastecem os membros superiores e inferiores;
  • Cardiopatia congénita, que, como o nome indica, resulta de anomalias à nascença que afetam o normal desenvolvimento e funcionamento do aparelho cardiovascular;
  • Trombose venosa profunda e embolia pulmonar, que ocorre quando se formam coágulos sanguíneos nas veias das pernas, que podem, por sua vez, chegar ao coração e aos pulmões;
  • Doença cardíaca reumática, que se caracteriza por danos ou lesões no coração causados pela febre reumática.

Destas condições e da acumulação de gordura nas paredes interiores dos vasos sanguíneos podem, ainda, surgir eventos fulminantes como acidentes vasculares cerebrais (AVC) ou enfartes do miocárdio.

Quais são os principais fatores de risco?

Apesar da sua elevada prevalência a nível mundial, “a maior parte das doenças cardiovasculares podem ser prevenidas através da abordagem de fatores de risco comportamentais”, alerta a Organização Mundial da Saúde. Eis os principais:

  • Fumar;
  • Manter uma dieta pouco saudável;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Fatores hereditários;
  • Doenças e outras condições pré-existentes, como elevados níveis de colesterol e/ou triglicéridos, hipertensão ou diabetes;
  • Fatores psicossociais, como stress, depressão ou ansiedade.

Coração sem sintomas: quando consultar um cardiologista?

Grande parte das doenças cardiovasculares surge de forma silenciosa. Assim, se no seu perfil se enquadra um ou mais fatores de risco para doenças cardiovasculares, não deve esperar pelo surgimento de sintomas. Deve, por isso, manter uma postura de vigilância e começar a consultar o cardiologista a partir de uma determinada idade.

No caso dos homens, aconselha-se uma primeira visita ao cardiologista aos 30 anos. As mulheres, por sua vez, devem ir a um especialista a partir dos 40 anos. Se não tiver qualquer fator de risco associado, pode deixar a visita a um especialista para os 45/50 anos, mantendo a vigilância a partir dessa idade.

Que sintomas exigem uma consulta de cardiologia?

Seja qual for a idade, existindo sinais preocupantes, é fundamental ir a uma consulta de especialidade para proteger o seu coração. Assim, dirija-se a um cardiologista se surgirem um ou mais dos seguintes sintomas, de forma persistente:

  • Sensação de fadiga;
  • Falta de ar;
  • Pés, pernas ou tornozelos inchados;
  • Aceleração dos batimentos cardíacos ou arritmia;
  • Palpitações;
  • Pele pálida ou azulada;
  • Dores no peito;
  • Desmaios sem razão aparente;
  • Dores de cabeça frequentes, sem que lhe tenham sido diagnosticados sinusite, problemas oftalmológicos ou neurológicos.

Consulte o cardiologista antes de começar a praticar desporto

A prática de exercício físico é fundamental na prevenção de doenças cardiovasculares, mas regressar à atividade após uma longa paragem ou iniciar um desporto de maior intensidade são situações que podem oferecer riscos. Assim, se está a programar alterar os seus padrões de atividade física, consulte um cardiologista com o intuito de realizar uma avaliação médica prévia. Por outro lado, deve também saber qual a atividade física mais recomendada para um reinício.

Na consulta, o médico fará uma avaliação clínica do funcionamento do coração, podendo pedir análises ao sangue e exames como o teste de esforço, o eletrocardiograma e/ou ecocardiograma. Se estiver tudo bem, prossiga com o seu plano físico, pois o desporto é um dos grandes aliados do coração.

 

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Enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral: sinais de alerta

Como já foi referido, muitas vezes, as doenças e distúrbios relacionados com os vasos sanguíneos e o coração não vêm acompanhados de sintomas. Um enfarte do miocárdio, comumente conhecido como ataque cardíaco, ou AVC pode ser, aliás, um primeiro aviso de doença. Saiba reconhecer os sinais mais comuns destes dois eventos cardiovasculares.

Enfarte do miocárdio:

  • Dor no peito e abdominal, que se pode estender para os braços, costas e maxilar;
  • Dificuldade em respirar ou falta de ar;
  • Enjoos e náuseas;
  • Tonturas;
  • Suores frios. 

AVC:

  • Sensação de dormência no rosto, braços ou pernas, geralmente apenas num lado do corpo;
  • Boca de lado;
  • Confusão mental e dificuldade de expressão;
  • Dificuldades na visão;
  • Perda de equilíbrio e/ou coordenação;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Desmaio ou inconsciência.

Se sentir ou testemunhar algum destes sintomas, ligue imediatamente para o número de emergência (112).

10 atitudes que ajudam a prevenir doenças do coração

A adoção de um estilo de vida saudável é o grande segredo para um coração sem doenças. Mantenha o seu sistema cardiovascular jovem através das seguintes medidas:

1. Deixar de fumar;

2. Seguir uma dieta saudável, variada e equilibrada, rica em legumes e frutas;

3. Evitar as gorduras saturadas e o sal (o grande gatilho da hipertensão);

4. Eliminar alimentos processados da sua dieta diária;

5. Praticar uma atividade física durante pelo menos 30 minutos, todos os dias;

6. Evitar o excesso de peso;

7. Moderar o consumo de álcool. Não deve exceder a medida de um copo de vinho tinto à refeição;

8. Ser acompanhado por um médico;

9. Controlar a sua pressão arterial;

10. Evitar o stress.

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